Projeto arquitetônico: conheça cada uma de suas fases

Com certeza você já ouviu falar sobre projeto arquitetônico ou projeto de arquitetura, certo? Afinal, a arquitetura está presente na humanidade desde as sociedades antigas, quando os arquitetos tinham atribuições quase totais sobre a construção. Eram além de arquitetos, engenheiros, artistas e até mesmo operários. Até o renascimento, as edificações eram construídas de modo empírico, sem projeto, o que gerava muitos erros e mesmo desabamento de edificações, incompatibilidade entre diferentes estruturas etc. Mas com a elaboração de plantas técnicas e do projeto arquitetônico, esses erros se tornaram mais raros.

Apesar de ser uma obrigatoriedade na prática da arquitetura contemporânea, não são todos os profissionais que conhecem as fases de um projeto arquitetônico. Entretanto, é importante conhecê-las para saber o que exigir em cada etapa da obra.

Neste artigo, você entenderá melhor o que é o projeto arquitetônico e o que deve ser entregue em cada etapa. Confira!

O que é um projeto arquitetônico?

O projeto arquitetônico é um conjunto de desenhos técnicos, anotações técnicas e/ou representações gráficas e suas respectivas dimensões, onde nasce a concepção de um projeto de construção ou reforma.  O projeto visa a viabilidade da obra, qualidade de vida e funcionalidade dos ambientes, organizando os espaços para uso das pessoas.

Fases de um projeto arquitetônico

Um projeto arquitetônico é composto por diversas etapas, as quais vamos elencar abaixo mais detalhadamente para o seu conhecimento. Veja:

Programa de necessidades

Essa corresponde a primeira fase de um projeto arquitetônico. Antes de tudo, mesmo de conhecer o local onde a obra será feita, é necessário saber quais são as necessidades do cliente e como resolvê-la. Dessa maneira, o primeiro a se fazer é estabelecer o programa de necessidades, destacando quais são as intervenções que devem ser feitas para que o cliente tenha todos os seus problemas solucionados.

Vamos imaginar que um cliente vá até você e fale que deseja construir uma casa para a sua família. Essa informação é suficiente para que a casa seja construída de modo a atender todas as expectativas do cliente? Claro que não! Existem milhares de variações de casas diferentes. É necessário saber quantos quartos ele quer, se deseja piscina, como quer a cozinha, a sala, etc. A partir disso, o arquiteto começa a pensar no projeto que se enquadre com o que o cliente deseja.

Outro ponto a ser destacado é compreender que nem sempre o que o cliente quer é o que ele precise. Vamos usar o exemplo de uma reforma em que o cliente deseja expandir a cozinha para conseguir armazenar todas as suas panelas. Todavia, você percebe que não é necessário fazer essa reforma, e a inclusão de armários superiores é suficiente para sanar o problema. Essa solução deve ser sugerida e, caso o cliente aceite, ela deve ser colocada em prática, gerando menos transtorno e uma solução tão eficiente quanto.

Visita ao local

Embora alguns arquitetos e escritórios de arquitetura façam projetos sem visitar o local, essa prática é extremamente condenável. Para fazer um bom projeto, é importante conhecer o local e entender as suas particularidades. Compreender a vizinhança, as vistas que ele possui, a origem dos ventos dominantes e muitas outras questões.

Durante essa visita, é importante que o arquiteto tire fotos e faça as medições necessárias para que o projeto de arquitetura seja elaborado da melhor maneira possível.

Estudo preliminar

Nesta etapa do projeto são elaborados os estudos iniciais, baseado nas informações obtidas anteriormente, como as necessidades do cliente, orientação solar, incidência dominante dos ventos, entre outros. Assim, são geradas as primeiras plantas, simples ou complexas, variando de acordo com a natureza do projeto. São propostas as áreas em que os ambientes devem ficar, a área que cada ambiente ocupará e é estimado o cálculo da obra.

A partir desses primeiros desenhos, que geralmente são feitos em croquis, equipes e clientes conseguem discutir e analisar os pontos positivos, que devem ser aproveitados, e negativos, que devem ser deixados de lado ou corrigidos. Nessa etapa, novas propostas podem ser solicitadas — e o número de alterações pode ser discutida durante a assinatura do contrato entre ambas as partes.

Anteprojeto

Nessa etapa, são elaboradas plantas mais detalhadas do projeto, com informações mais específicas. Aqui os ambientes são detalhados e, a partir dele, os projetos complementares são criados. Nessa etapa ocorre a validação final do cliente sobre a continuidade do projeto ou não — o Projeto legal e executivo servem mais para os órgãos fiscalizadores e para quem lida diretamente com a obra. Para o cliente, o anteprojeto é o mais importante.

Nessa fase, o cliente consegue visualizar os espaços, tanto a nível de planta baixa, quanto a nível de visualização em 3D, via maquetes eletrônicas — ou mesmo perspectivas à mão livre.

Projeto legal

De maneira crua, simples e direta, o projeto legal nada mais é do que um anteprojeto que apresenta todas as informações necessárias para que ele seja aprovado pela prefeitura. O projeto deve conter informações sobre os afastamentos mínimos obrigatórios e outros elementos que são determinados pelas leis municipais, como Zoneamento e código de obras (vão mínimo de iluminação e entrada de luz solar, vagas de garagem, Área livre mínima do lote, Área total máxima edificável, etc.)

Projeto executivo

É a fase final do projeto de arquitetura. O projeto executivo é o mais detalhado e o mais trabalho de todas as plantas técnicas a ser elaborado pelo arquiteto ou setor de arquitetura. Nesse projeto devem conter todas as informações necessárias para que consiga executar uma obra. Funciona mais ou menos como um manual para quem o operário da construção civil, e mestre de obra, consiga executar, com perfeição, o projeto de arquitetura.

Nessa informação, todas as informações devem respeitar as determinações da ABNT, além de conter informações intuitivas, gerais e precisas sobre como a edificação deve ser erguida. Afinal, o projeto tem o papel de facilitar a vida de quem executa a edificação, e não o contrário.

E o orçamento de obras, onde se encaixa?

O orçamento não faz parte de nenhuma etapa do projeto arquitetônico, mas está presente em todos eles. Desde a elaboração do programa de necessidades junto ao cliente, é importante que se faça uma estimativa de quanto o cliente pode e pretende gastar com a obra. Depois disso, é importante fazer um orçamento para saber quanto, em média, a construção ou reforma custará.

O cálculo pode ser feito de diversas formas, mas o mais comum é que se faça o orçamento de acordo com o metro quadrado. Com a obra, o custo pode ser reduzido ou aumentado com a troca de materiais. Vale destacar que quanto mais organizada e planejada for a construção, maior se dá a possibilidade de troca de materiais nas fases posteriores — e, o mais importante, sem comprometimento da qualidade da edificação.

Sendo assim, o projeto arquitetônico é divido em diversas fases, e eles possuem funções especificas para que o projeto seja elaborado da maneira correta e, ao final, a edificação seja erguida seguindo o que foi pensado no projeto. Com essa divisão, o trabalho se torna mais organizado e eficiente. Além disso, vale destacar que a divisão dessas fases não foi uma invenção do mercado, mas uma determinação legal que os envolvidos em construção civil devem seguir.


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