Extinção da desoneração não atigirá a construção civil nem infra estrutura

Mais de 30.000 usuários revolucionando suas obras com a OrçaFascio
Teste Grátis

No dia 29 de março, o governo anunciou o fim da política de desoneração na folha de pagamento que beneficiava diversos setores da economia. A medida foi anunciada pelo ministro da fazenda, Henrique Meirelles, acompanhado do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e deve ser posta em vigor através da edição de uma medida provisória.

O objetivo do governo é aumentar a arrecadação em R$ 4,8 bilhões em 2017, pondo fim a uma política do governo Dilma Rousseff de fomento à economia que vinha sendo implementada desde 2011, através da qual as empresas beneficiadas pagavam de 2,5% a 4,5% sobre o faturamento bruto, enquanto as demais pagam 20% incidentes sobre o valor da folha de pagamento.

O objetivo da medida era desonerar a folha de pagamento de forma direta, dando fôlego às empresas para investir e gerar receitas com a carga tributária em cima de um faturamento ampliado. A medida, no entanto, não surtiu o efeito esperado. A própria presidente Dilma Rousseff admitiu, recentemente, ter sido um erro, uma vez que, em vez de transformar o incentivo em investimentos, os empresários usaram a política governamental de incentivo para aumentar a margem de lucro. Por outro lado, o próprio governo reconheceu que a medida vai impactar negativamente o PIB. A previsão, que era de 1,6% de crescimento, foi corrigida para 0,5%.

A nova medida entrará em vigor noventa dias após a publicação da MP no Diário Oficial da União.Construção Civil fica fora da MP, mas isso não garante retomada do crescimento.

Apesar da mudança, a política de incentivo não será completamente extinta. Alguns setores ficaram de fora do corte. São eles a comunicação, os transportes ferroviário, metroviário e rodoviário de passageiros, a construção civil e as obras de infraestrutura.

Na avaliação do governo, esses setores são fortemente dependentes de mão de obra, sendo encarados como alicerces para a reversão do quadro de aumento do desemprego. A taxa de desemprego, segundo o IBGE, aumentou em 34,3% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2017, atingindo 13 milhões de trabalhadores.

O setor de construção civil representa 8% do PIB brasileiro, sendo responsável pelo maior número de postos de trabalho. No entanto, apesar da política de desoneração, o setor vem apresentando deterioração contínua da relação contratações / demissões. Alvo permanente da Lava Jato, bem como das condições políticas e macroeconômicas, a construção civil encolheu 4,3% no primeiro semestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. Naquele ano, o setor registrava queda de -7,6% no desempenho. A queda se refletiu no emprego. Entre agosto de 2015 e agosto de 2016, o número de postos de trabalho com carteira assinada diminuiu 14%.

A avaliação do setor é de que as dificuldades enfrentadas para a retomada da vitalidade são a redução acentuada dos investimentos, o aumento da inflação, juros elevados, aumento do desemprego e da restrição ao crédito, além da deterioração fiscal. São dados que induzem à crença de que a manutenção da política de desoneração para o setor é um alívio, mas que a retomada do vigor está relacionada aos fatores macroeconômicos.

Ainda não usa o Orcafascio.com para elaborar orçamentos de suas obras?

Solicite uma demonstração GRÁTIS e ganhe 7 dias para testar.

Compartilhe esse texto
Modelo de edital de licitação retrofit para prédio administrativo 
Baixe agora mesmo
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.
Live especial OF ESTRUTURAL 2.0
A revolução do seu detalhamento estrutural no Revit
Inscreva-se

Perguntas Frequentes

Veja outros artigos

Curva ABC na construção civil: como usar para controlar custos e orçar melhor

Curva ABC na construção civil: como usar para controlar custos e orçar melhor

Entenda como a Curva ABC deixa de ser teoria administrativa e vira ferramenta prática de engenharia de custos 
2/11/2026
Leia mais
As Built: o que é, normas e como impacta custos e gestão de obras

As Built: o que é, normas e como impacta custos e gestão de obras

Por que o As Built é o verdadeiro “RG” da edificação e um ativo estratégico para a engenharia 
2/9/2026
Leia mais
Modelo EAP na construção civil: como estruturar corretamente

Modelo EAP na construção civil: como estruturar corretamente

Entenda como montar uma EAP técnica, conectada ao orçamento, cronograma e controle de obra.
20/2/2026
Leia mais
Orçamento de Obras