OpenBIM: o que é e por que utilizá-lo em seus projetos

Com a finalidade de otimizar os processos de elaboração de projetos e construção, a buildingSMART desenvolveu o openBIM. Por isso, quem opera com a tecnologia BIM (como o Revit) deve saber mais sobre o assunto, a fim de se atualizar sobre o tema.

Dessa maneira, fizemos este artigo para abordar sobre este importante tema. Falaremos sobre o que é o openBIM, o que é um arquivo IFC, as vantagens do openBIM e a importância da interoperabilidade entre softwares. Confira!

O que é openBIM?

Segundo a buildingSMART, a finalidade do openBIM é inserir uma versão universal para o design colaborativo, execução e operação de construção baseado em processos paramétricos, processos e padrões de livre utilização.

Vale destacar que um grande equívoco sobre o entendimento acerca do openBIM está em pensar que ele se utiliza apenas dos arquivos IFC. O foco dessa estratégia não é essa, mas a de apresentar fluxos de trabalho combinados e compatibilizar os dados faz parte do processo.

Desse modo, os arquivos IFC são ferramentas que tornam possíveis a realização do trabalho.

Assim, o openBIM permite que os envolvidos na gestão do design do projeto atuem de forma integrada e transparente. Isso é fundamental para aumentar a eficácia dos projetos e construções, comparando as opções e utilizando as metodologias que o BIM traz de forma mais ampla possível.

Você já deve ter presenciado um modelo repleto de erros, cheio de dados inconsistentes, que não dialogam e que parecem mais atrapalhar que ajudar, não é mesmo?

No que se refere ao uso de dados, é importante abordar sobre a longevidade dos formatos usados. A proposta do openBIM é que o versionamento não aconteça de forma a excluir dados antigos de novos procedimentos e tecnologia.

Dessa forma, faz com que projetos antigos continuem compatíveis com as atualizações que ocorrem com os novos softwares. Ademais, as construções são pensadas para durar várias décadas e os modelos também devem ser — e essa é a intenção da proposta do openBIM.

Quando o assunto é atualização de softwares, não podemos deixar de comentar que essa característica abre uma grande possibilidade para a quantidade de softwares que podem ser utilizados.

Em muitas ocasiões, optamos por um software por conta de um parceiro ou cliente que utiliza o mesmo e parece um desafio imenso desejar mudar isso. Todavia, esta é uma tendência mundial, pois se ficarmos restritos a sempre aos mesmos softwares, a capacidade das ações que podem ser executadas fica estagnada.

Dessa maneira, o openBIM é uma ideia simples, mas que requer disciplina e empenho para que seja executada com perfeição. Atualmente, a tecnologia BIM apresenta alguns desafios para que possa ser executada de forma adequada e o openBIM segue este fluxo.

A realidade é que quanto maior se tornar a familiaridade com a metodologia BIM, que é sim bastante intuitiva, o uso do openBIM seguirá com naturalidade.

O que é um arquivo IFC?

Desenvolvido pela BuildingSMART, o IFC é instrumento essencial para que o openBIM seja colocado em prática. Dessa forma, o seu objetivo está em permitir a compatibilização de fluxos seja o foco — e não a compatibilização de dados.

Isto é, o fluxo funciona, independentemente da dos softwares ou fabricantes escolhidos por cada projetista.

A própria buildingSMART apresenta uma série de aplicações Industry Foundation Classes certificadas. Nesse espaço, os usuários podem averiguar se os softwares utilizados na elaboração dos seus projetos suportam o fluxo openBIM e se esse fluxo é compatível com processos.

Ademais, no mesmo espaço, é possível prever futuros empecilhos e prever uma solução para os desafios que serão apresentados. Para quando o fluxo não comportar o IFC, existem outras alternativas.

A mais indicada é o BIM Collaboration Format (BCF). Apesar de ser muito mais limitado e não abranger todos os usos do IFC, é uma alternativa útil na fase de revisão e compatibilização de modelos de design construtivos.

As principais aplicações do IFC na atualização:

  • Planejamento das fases de execução da obra;
  • Compatibilização de projetos.

Ademais, muitos profissionais lançam mão desta solução quando atuam em diferentes softwares.

Os arquivos IFC permitem uma melhor compatibilização geométrica em um ambiente comum. Além disso, permite a exportação para análises em outros softwares. Todavia, a exportação da informação presente nos modelos nem sempre é ideal.

A ação de exportar IFC de um software de modelagem como o Revit para importá-lo em uso de outro software pode gerar uma série de perda de informações no modelo.

Portanto, recomenda-se que se dê atenção ao processo e ao realizar estas operações para que se evite que se percam informações importantes nos modelos.

Dessa maneira, a perda de informação durante esse processo é uma das principais causas apontadas pela dificuldade em popularizar o openBIM.

Se a metodologia BIM for seguida, fica evidente que o IFC pode ser muito útil, assim que forem reconhecidas as suas barreiras de aplicabilidade. Para que isso seja otimizado, é necessário garantir o formato IFC para utilizar em cada caso específico.

Vantagens do openBIM

Ao tornar possível a comunicação entre sistemas distintos, o uso do openBIM permite um ambiente de troca de informações sucessivas, que leva a inúmeros benefícios, tais como:

  • Facilidade na definição de estratégia;
  • Comunicação mais ágil e eficaz;
  • Flexibilidade na resolução de problemas;
  • Aumento da produtividade;
  • Automatização de tarefas;
  • Maior segurança de dados;
  • Redução de custos.

A importância da interoperabilidade entre softwares

A interoperabilidade entre softwares significa, de forma resumida, a capacidade oferecida aos usuários do software em uso para conseguir trocar dados e informações com outros softwares. Isso é realizado de acordo com um método padrão comum de troca de dados.

De acordo com os processos BIM, existem diferentes métodos de intercâmbio de dados envolvendo informação e geometria. Além disso, as ligações diretas e proprietárias entre ferramentas BIM específicas, os métodos mais utilizados consistem em:

  • Schemas neutros, como o BIM Collaboration Format (BCF), Industry Foudantion Classes (IFC), Construction Operations Building Information Exchange (COBie) e Green Building XML (gbXML);
  • Formatos abertos específicos para segmento característico, como o CIM Steel Information Standards (CIS/2);
  • Formatos proprietários, como RVT e DWG.

Entre os potenciais percursos da interoperabilidade, a buildingSMART International apresenta posicionamento favorável ao uso de schemas neutros, através de um movimento que surgiu no início da década de 1990 entre empresas sediadas nos EUA.

Estas empresas foram lideradas pela Autodesk e expandiu-se para o restante do mundo a partir dos anos 2000. Os fluxos abertos são amplamente apoiados pela Autodesk desde os primórdios da empresa, especialmente nos setores de arquitetura, engenharia, design, construção e operação.

Sendo assim, o openBIM é um importante mecanismo para as empresas da atualidade que adotam o BIM e a sua metodologia para criação de projetos e design da construção civil. Dessa forma, é importante que os profissionais e empresas do ramo estejam atentos quanto a sua aplicação, funcionamento, vantagens e desafios.

Gostou do que leu? Então, saiba mais sobre o Decreto BIM e os seus impactos na construção civil nacional para os próximos anos.

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