
SICRO é o Sistema de Custos Referenciais de Obras, mantido pelo DNIT, e reúne composições, insumos, metodologias e parâmetros usados como referência para orçamentos de obras e serviços de infraestrutura de transportes. Na prática, ele ajuda o orçamentista a formar preços para serviços como terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização, obras de arte especiais, transporte de materiais, mobilização, desmobilização e outros itens comuns em obras rodoviárias, ferroviárias e aquaviárias.
Para quem trabalha com orçamento de obras públicas, entender a tabela SICRO não é apenas saber baixar uma planilha. É compreender quando ela deve ser usada, como interpretar suas composições, quais limites a base possui e como justificar adaptações quando o serviço, o local de execução ou o projeto exigem ajustes técnicos. O SICRO é uma referência importante, mas não substitui o projeto, a memória de cálculo, a análise do orçamentista nem a responsabilidade técnica sobre a planilha orçamentária.
Neste artigo, você vai entender o que é SICRO, para que serve, qual sua relação com a Lei 14.133/2021 e o Decreto 7.983/2013, como consultar a tabela, como aplicar os custos no orçamento e quais cuidados evitam distorções em obras de infraestrutura.
O que é SICRO?
SICRO é a sigla para Sistema de Custos Referenciais de Obras, uma base de custos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) voltada principalmente para obras de infraestrutura de transportes. O sistema organiza referências de composições de custos, insumos, equipamentos, mão de obra, materiais, metodologias executivas e parâmetros que apoiam a elaboração de orçamentos de obras públicas e privadas.
O próprio DNIT disponibiliza uma área oficial para o SICRO no portal gov.br, com acesso a relatórios, manuais de custos, cadernos técnicos, normativos e informativos. Essa organização é importante porque a tabela não deve ser lida de forma isolada. O preço de uma composição só faz sentido quando o orçamentista entende a metodologia adotada, as premissas de produção, os equipamentos considerados, a unidade de medição e as condições de contorno do serviço.
Em obras de infraestrutura, pequenas diferenças de distância média de transporte, tipo de material, produtividade de equipamento, condição de acesso, regime de trabalho, localização da obra e metodologia executiva podem alterar significativamente o custo final. Por isso, o SICRO não deve ser tratado apenas como uma lista de preços. Ele funciona como um sistema de referência técnica para formar custos coerentes com o projeto e com as condições de execução.
Para que serve a tabela SICRO?
A tabela SICRO serve para orientar a formação de preços referenciais em obras e serviços de infraestrutura de transportes. Ela é usada para montar orçamentos de referência, analisar propostas, estimar custos de serviços, comparar preços unitários e apoiar a justificativa técnica de valores em processos de contratação, fiscalização e controle.
Entre os usos mais comuns do SICRO estão:
- elaboração de orçamento de referência para licitações de obras de infraestrutura;
- composição de custos unitários de serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização e obras correlatas;
- análise de preços em propostas de empresas licitantes;
- verificação de coerência entre projeto, quantitativos, metodologia executiva e preços adotados;
- apoio à revisão de orçamento quando há alteração de projeto, prazo, local de execução ou premissas técnicas;
- comparação entre custos referenciais e pesquisas complementares de mercado, quando justificadas.
O ponto central é que o SICRO ajuda a dar rastreabilidade ao orçamento. Quando uma composição é escolhida, o orçamentista consegue demonstrar de onde veio o custo, qual código foi utilizado, qual unidade está sendo medida e quais insumos e equipamentos participam da formação daquele preço. Isso fortalece a transparência da planilha e reduz decisões baseadas apenas em estimativas genéricas.
Quando usar SICRO e quando usar SINAPI?
A escolha entre SICRO e SINAPI depende principalmente do tipo de obra ou serviço de engenharia. De forma geral, o SICRO é a referência prioritária para obras e serviços de infraestrutura de transportes, enquanto o SINAPI é usado para as demais obras e serviços de engenharia, especialmente edificações e serviços comuns da construção civil.
Essa distinção aparece no art. 23, § 2º, da Lei 14.133/2021, que trata dos parâmetros para definição do valor estimado de obras e serviços de engenharia. O inciso I menciona composições de custos unitários menores ou iguais à mediana do item correspondente do SICRO para obras e serviços de infraestrutura de transportes, ou do SINAPI para as demais obras e serviços de engenharia. O Tribunal de Contas da União também explica essa lógica em seu material sobre orçamento detalhado do custo global da obra.
Na prática, uma mesma contratação pode exigir análise combinada. Uma obra de infraestrutura pode ter itens mais bem representados pelo SICRO, mas também conter serviços acessórios que precisam de outra referência. Da mesma forma, uma edificação pode ter serviços específicos de urbanização, acesso, contenção ou infraestrutura que exigem avaliação cuidadosa. O critério técnico deve partir do objeto, do projeto e da composição mais aderente ao serviço real.
SICRO na Lei 14.133/2021 e no Decreto 7.983/2013
O SICRO tem relação direta com a elaboração de orçamentos de obras públicas porque aparece como referência de custos em normas que tratam de contratações com recursos públicos. A Lei 14.133/2021 reforça o uso de bancos de dados públicos e de composições referenciais, enquanto o Decreto 7.983/2013 estabelece regras e critérios para elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de engenharia contratados e executados com recursos dos orçamentos da União.
O Decreto 7.983/2013 é especialmente relevante para a formação do orçamento de referência em obras e serviços de engenharia com recursos federais. Ele trata de critérios para uso de sistemas referenciais de custos, composição de BDI, encargos sociais, orçamento sintético, orçamento analítico e responsabilidade técnica pelas planilhas orçamentárias.
Isso não significa que o orçamentista deve aplicar o SICRO de forma automática, sem análise. A referência oficial é o ponto de partida, mas o orçamento precisa refletir as quantidades do projeto, as condições locais, a metodologia executiva, a logística de transporte, o período de referência da base, a incidência correta de encargos, o BDI aplicável e as justificativas para eventuais composições próprias ou adaptações.
Também é importante separar duas situações: obras com recursos da União e obras custeadas exclusivamente por recursos próprios de estados, municípios ou Distrito Federal. Em contratações sem recursos federais, a Lei 14.133/2021 admite que o valor estimado possa ser definido por outros sistemas de custos adotados pelo respectivo ente federativo, conforme o art. 23, § 3º. Mesmo assim, o SICRO pode ser usado voluntariamente quando for tecnicamente adequado ao objeto e aceito nas regras da contratação.

Como acessar a tabela SICRO?
A tabela SICRO deve ser acessada preferencialmente pelos canais oficiais do DNIT. O portal do órgão reúne relatórios por região e unidade federativa, além de manuais, cadernos técnicos, normativos e informativos que ajudam a interpretar os dados publicados.
O caminho mais seguro é começar pela página oficial do SICRO no DNIT e, em seguida, acessar a seção de relatórios SICRO. Nessa área, os arquivos são organizados por regiões do Brasil e, dentro delas, por estados. Essa separação é essencial porque os preços referenciais variam conforme a unidade federativa e o período de publicação.
Em uma rotina de orçamento, o acesso à tabela costuma seguir esta lógica:
- definir a unidade federativa da obra ou do serviço;
- verificar o mês ou período de referência exigido no edital, contrato ou estudo técnico;
- baixar os relatórios correspondentes no portal do DNIT;
- localizar as composições compatíveis com os serviços do projeto;
- conferir unidades, descrições, insumos, equipamentos e produtividade;
- validar se a composição representa o serviço real ou se será necessária adaptação justificada;
- registrar a fonte, a data-base e os critérios adotados na memória do orçamento.
Além dos relatórios, os Manuais de Custos de Infraestrutura de Transportes ajudam a entender a metodologia empregada nas composições. Eles são especialmente úteis quando o orçamento envolve serviços com forte influência de produtividade de equipamentos, distância média de transporte, condições de operação ou parâmetros que não aparecem claramente em uma leitura rápida da planilha.
O que há dentro de uma composição SICRO?
Uma composição SICRO apresenta a estrutura de custos de um serviço. Ela normalmente informa código, descrição, unidade, coeficientes, insumos, equipamentos, mão de obra, materiais e custo unitário de referência. O objetivo é mostrar como o preço unitário foi formado, não apenas apresentar um valor final.
Ao analisar uma composição, o orçamentista deve observar pelo menos cinco pontos:
- descrição do serviço: deve corresponder ao serviço previsto no projeto, sem simplificações indevidas;
- unidade de medição: precisa ser compatível com o levantamento de quantitativos, como metro cúbico, metro quadrado, tonelada, quilômetro ou unidade;
- coeficientes: indicam os consumos de insumos, mão de obra e equipamentos para executar uma unidade do serviço;
- produtividade: influencia diretamente o custo, especialmente em serviços mecanizados de infraestrutura;
- condições de contorno: revelam premissas que podem não se aplicar a todos os projetos, como distância de transporte, tipo de equipamento, condição de pista ou método executivo.
Em serviços de transporte, por exemplo, a distância média de transporte pode alterar a escolha da composição. Em pavimentação, a composição pode depender do tipo de mistura, da usina, do transporte, da aplicação e dos materiais betuminosos. Em terraplenagem, fatores como categoria do material, equipamento adotado, carregamento, descarga e caminho de serviço influenciam o custo. Por isso, escolher apenas “o código mais parecido” sem conferir as premissas pode gerar orçamento tecnicamente frágil.
Como usar o SICRO no orçamento de obras
Usar o SICRO no orçamento de obras exige mais do que copiar preços unitários. O processo correto começa no projeto e termina em uma planilha coerente, rastreável e justificada. A composição de referência deve estar conectada ao serviço real, ao quantitativo medido e às condições de execução.
Uma forma prática de organizar esse trabalho é seguir a sequência abaixo
1. Leia o projeto antes de procurar o código
A escolha da composição não deve começar pela tabela, mas pelo entendimento do projeto. Analise memorial descritivo, especificações técnicas, desenhos, localização, método executivo previsto e critérios de medição. Isso evita selecionar uma composição apenas por semelhança textual.
2. Separe os serviços por natureza
Organize os itens do orçamento por grupos como terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização, obras complementares, mobilização, administração local e transporte. Essa separação facilita a busca por composições adequadas e ajuda a identificar serviços que talvez precisem de composição própria.
3. Verifique UF e data-base
A unidade federativa e a data-base são informações críticas. Um orçamento elaborado com relatório de estado ou mês incorreto pode apresentar distorções relevantes, especialmente em materiais, mão de obra, combustíveis, equipamentos e serviços de alta variação regional.
4. Confira unidade, coeficiente e premissas
Antes de aplicar o custo unitário, verifique se a unidade da composição corresponde ao quantitativo levantado. Também avalie coeficientes, equipamentos e premissas de produtividade. Em serviços lineares e mecanizados, uma diferença de metodologia pode representar diferença significativa de preço.
5. Documente justificativas
Quando a composição do SICRO não representar integralmente o serviço, a adaptação deve ser justificada. Isso pode envolver ajuste de transporte, composição auxiliar, pesquisa de mercado, tabela complementar ou composição própria. O importante é registrar a lógica técnica, a fonte e a data da informação usada.
6. Revise o orçamento sintético e analítico
O orçamento sintético apresenta a visão consolidada dos itens, quantidades e preços. O orçamento analítico mostra a formação dos custos unitários. A revisão dos dois níveis é necessária para evitar incoerências entre código, descrição, unidade, quantidade, BDI, encargos e preço final.

Principais cuidados ao usar a tabela SICRO
O principal cuidado ao usar a tabela SICRO é lembrar que preço referencial não é sinônimo de orçamento pronto. A base oferece composições e parâmetros, mas o orçamento precisa representar o projeto específico. Quando essa análise não acontece, surgem erros em quantitativos, custos de transporte, escolha de composição, aplicação de BDI, encargos e data-base.
Veja os cuidados mais importantes:
- não misture referências sem critério: se usar SICRO, SINAPI, tabela estadual, cotação ou composição própria no mesmo orçamento, deixe claro o motivo de cada fonte;
- não ignore a data-base: a atualização de preços precisa ser coerente com o edital, o contrato ou a fase de estudo;
- não aplique composição incompatível: descrições parecidas podem esconder métodos executivos diferentes;
- não esqueça a logística: transporte, canteiro, mobilização, desmobilização e acesso à obra podem alterar o custo de forma relevante;
- não trate BDI como percentual genérico: sua composição deve respeitar metodologia, objeto, regime de execução e exigências aplicáveis;
- não substitua análise técnica por automação: sistemas ajudam a organizar informações, mas a decisão técnica continua sendo do profissional responsável.
Outro ponto sensível é a compatibilidade entre orçamento e projeto. Se o projeto básico ou executivo não define claramente materiais, quantidades, critérios de medição e metodologia, a escolha da composição fica mais vulnerável. Nesses casos, o problema não está apenas na tabela, mas na qualidade da informação de entrada.
SICRO, BDI e encargos sociais
O SICRO ajuda a formar o custo direto dos serviços, mas o preço final do orçamento depende também de BDI, encargos sociais e demais critérios definidos para a contratação. Por isso, o uso correto da tabela precisa estar integrado à estrutura completa da planilha orçamentária.
O BDI representa Benefícios e Despesas Indiretas e costuma incluir parcelas como administração central, seguros, garantias, riscos, despesas financeiras, tributos e lucro, conforme a metodologia adotada. Ele não deve ser escolhido apenas por costume ou por repetição de orçamento anterior. Em obras públicas, sua composição precisa ser compatível com o objeto e com as regras aplicáveis.
Os encargos sociais também exigem atenção. Eles influenciam a mão de obra e variam conforme regime, localidade, desoneração, convenções e parâmetros adotados pela base. Ao usar composições referenciais, é necessário entender se os valores estão onerados ou desonerados e como isso se conecta ao orçamento final.
Na prática, uma boa planilha precisa deixar claro:
- qual relatório SICRO foi usado;
- qual UF e mês de referência foram adotados;
- como o BDI foi calculado;
- qual critério de encargos sociais foi aplicado;
- quais itens vieram de outras fontes e por quê;
- quais composições foram adaptadas ou criadas pelo orçamentista.
Como o SICRO ajuda construtoras, órgãos públicos e orçamentistas
O SICRO contribui para diferentes agentes envolvidos em obras de infraestrutura porque cria uma referência comum para discutir custos. Para órgãos públicos, ele ajuda a estruturar orçamentos de referência mais rastreáveis. Para construtoras, apoia a análise de editais, a formação de propostas e a identificação de itens críticos. Para orçamentistas, oferece metodologia e base técnica para justificar preços.
Para equipes que trabalham com muitas bases, a organização digital do orçamento faz diferença. No módulo Orçamento de Obras da OrçaFascio, o profissional consegue estruturar composições, custos, BDI, encargos, memória de cálculo e relatórios em um único ambiente. Quando a rotina exige ampliar o acesso a bases oficiais, o módulo Bases de Composições ajuda a trabalhar com diferentes referências de custos de forma mais organizada.
Essa organização não elimina a análise técnica, mas reduz o risco operacional de perder fonte, data-base, composição, revisão ou memória de cálculo ao longo do processo. Em licitações e contratos de obras, essa rastreabilidade é tão importante quanto o preço final apresentado na planilha.

Erros comuns ao usar o SICRO
Os erros mais comuns no uso do SICRO acontecem quando a tabela é tratada como atalho, e não como referência técnica. Isso aparece em orçamentos que copiam códigos sem analisar premissas, usam UF incorreta, misturam bases sem justificativa ou aplicam composições incompatíveis com o projeto.
Entre os erros que merecem atenção estão:
- usar relatório de outro estado: pode distorcer preços de insumos, mão de obra e equipamentos;
- desconsiderar o período de referência: compromete comparações e reajustes;
- escolher composição apenas pelo nome: descrições semelhantes podem ter métodos executivos diferentes;
- ignorar transporte de materiais: em infraestrutura, esse custo pode ser decisivo;
- não revisar produtividade de equipamentos: serviços mecanizados dependem fortemente dessa premissa;
- aplicar BDI sem memória: dificulta análise, auditoria e defesa técnica do orçamento;
- não registrar fontes externas: quando houver cotação ou tabela complementar, a justificativa precisa ser documentada.
Uma boa revisão deve confrontar planilha, projeto, composição analítica e memória de cálculo. Se o orçamento não explica por que determinada composição foi escolhida, como o quantitativo foi obtido e qual data-base foi usada, ele fica mais vulnerável a questionamentos técnicos.
SICRO é obrigatório em todo orçamento de obra?
O SICRO não é obrigatório em todo orçamento de obra. Ele é referência prioritária para obras e serviços de infraestrutura de transportes em contextos específicos, especialmente quando há recursos federais ou exigência normativa relacionada à contratação pública. Para outras obras, o SINAPI ou outros sistemas oficiais podem ser mais adequados.
A obrigatoriedade ou prioridade de uso depende do objeto, da fonte de recursos, da legislação aplicável, do edital, do ente contratante e das orientações dos órgãos de controle. Em obras privadas, o SICRO pode ser usado como referência técnica quando fizer sentido, mas não substitui a negociação de mercado, a estratégia de execução e os custos reais da empresa.
Por isso, a pergunta correta não é apenas “posso usar SICRO?”, mas “o SICRO representa tecnicamente este serviço, neste projeto, neste local e nesta data-base?”. Quando a resposta é sim, a tabela fortalece o orçamento. Quando a resposta é parcial, o orçamentista precisa complementar a análise com justificativas, composições próprias ou outras fontes adequadas.
Conclusão
O SICRO é uma das principais referências de custos para obras de infraestrutura de transportes no Brasil. Ele reúne composições, relatórios, manuais e parâmetros que ajudam a formar preços de serviços de forma mais técnica e rastreável, especialmente em orçamentos de obras públicas.
Mas usar a tabela SICRO corretamente exige análise. O orçamentista precisa conferir UF, data-base, composição, unidade, produtividade, metodologia executiva, transporte, BDI, encargos e aderência ao projeto. Quando a base é aplicada sem esse cuidado, o orçamento pode parecer formalmente organizado, mas tecnicamente inconsistente.
Para órgãos públicos, construtoras e profissionais que atuam com licitações, infraestrutura e orçamento de obras, dominar o SICRO é uma forma de reduzir fragilidades na planilha, melhorar a justificativa de preços e construir propostas mais transparentes. A tabela é uma referência poderosa, desde que usada com critério técnico e documentação adequada.
Perguntas Frequentes
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